Haddid Azzi desembarcou no Porto de Santos por volta de 1900, tinha apenas 11 anos de idade, veio escondido no porão de um navio fugindo de uma guerra em seu país.
Logo que chegou ao Brasil abrasileirou o seu nome para Antônio, vinha do Líbano em busca de oportunidades já que era crescente o número de imigrantes sírios-libaneses que estavam chegando no Brasil.
No Líbano Antônio vivia numa comunidade rural pequena a 60 quilômetros da capital, por falta de trabalho foi vindo em direção ao mar até que surgiu a oportunidade trabalhar como mascate no Brasil.
O Líbano era um dos poucos países árabes que tolerava cristãos e Antônio era seguidor do cristianismo, seu sobrenome no Brasil é dado aos cristãos no Líbano, Elias significa “Meu Deus é o Senhor”.
Antonio Elias chega ao Brasil
Assim que chegou ao Brasil, tanto o governo brasileiro como a comunidade árabe o acolheram e lhes deram trabalho como mascate.
Porém ele não esqueceu de seu irmão mais novo chamado Youssef, ele escreveu uma carta para que mandassem o irmão para o Brasil, a terra era boa, havia boa acolhida e muitas oportunidades, com menos de 8 anos desembarca no Porto de Santos, Youssef, já com o nome de José nos documentos brasileiros e o sobrenome Elias.
Juntos essas crianças trabalharam muito, livre das perseguições puderam dedicar seus tempos ao que mais sabiam fazer que era vender de porta em porta.
Eram meninos em corpos de homens, uns tigres que mesmo numa terra estranha não ficaram chorando pelos cantos de saudade da mãe Odeth Marun ou do pai, o Velho Azzi.
O começo foi difícil
Em suas malas de mascate vendiam tecidos, bijuterias, perfumes, utilidades para o lar, tudo isso cortando vilarejos em estrada de chão batido a pé e carregando suas mercadorias numa mala.
Passavam o dia mascateando e prosperaram muito no Brasil. Eles numa terra estranha, sem saber falar o português direito, sem família, e vivendo do que conseguiam vender no dia-a-dia.
Trabalharam muito na região de Curitiba e assim puderam compraram animais de carga para carregar suas malas de mascate.
Suas esposas moravam no Marmeleiro
Certa feita ao passarem na comunidade do Marmeleiro, Almirante Tamandaré, conheceram suas esposas. Antônio casou-se com Brasília que hoje dá o nome da creche da Vila Velha em Rio Branco do Sul, com quem teve nove filhos. José casou-se com Ercília Subitil de Oliveira e tiveram 12 filhos.
Ambos casados vieram morar em Rio Branco do Sul por volta de 1916, pois era um lugar muito promissor com terras baratas.
A SAGA DE DOIS IRMÃOS QUE VIERAM DO LÍBANO A RIO BRANCO DO SUL
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Por: Celio Galli
- 23 de abril de 2025
Foto do Sr. Antônio Elias e família.
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