Antônio Elias ao chegar em Rio Branco do Sul com sua esposa Brasília e continuou como mascate vendendo seus armarinhos, teve nove filhos chamados Amantina, Odeth em homenagem a sua mãe, Natair, Zilda, Celina, Elias, Sara, Ciro e Anadir. Como tinha muita habilidade no comércio foi vendendo, juntando dinheiro em burras e comprando terras, teve grandes propriedades no Canta Galo, Congonhas até fixar residência onde montou seu casarão na Vila Velha, em 1946.
Foi o primeiro sobrado de Rio Branco do Sul, dois andares feitos de madeira, com luz a bateria, rádio, banheira com água quente, tudo inovação naqueles tempos. Segundo consta era o homem mais rico da cidade, na época.
O casarão na Vila Velha
No casarão montou um comércio que ajudou a cidade a prosperar, pois vendia de tudo, de agulhas a querosene, de açúcar a chapéu e o melhor de tudo é que vendia no caderninho para receber com um ano de prazo.
Ou seja, o cliente comprava dele, e nisso limpava o mato, queimava, plantava, colhia e só depois pagava em mercadoria. Com esse sistema de crédito impulsionou a vida do povo rio-branquense, ajudando-os a ter uma vida digna.
O potreiro
O seu Antônio adorava o povo do interior, ficava no balcão negociando, conversando e montou ao lado um potreiro onde as pessoas podiam desencilhar os cavalos, dar água e comida e fazer seus negócios pela cidade enquanto os animais ficavam ali, muitos até dormiam no galpão e seguiam no outro dia cedinho.
O seu comércio era tão forte que muitas vezes o trem trazia vagões e vagões de carga só para o seu comércio. Os funcionários ficavam 3 dias transportando da estação até o armazém dele na Vila Velha.
Era um homem calmo e dócil, gostava de estar com a família, comer cabrito, andar a cavalo e professar a fé católica.
Morreu em 1967, aos 78 anos, deixando uma grande herança para a família com propriedades em Curitiba e terras pelo interior. Em sua homenagem seu nome foi dado à principal rua do bairro Nossa Senhora de Fátima.
