Luciano Hang, o empresário por trás das Lojas Havan, tem adotado uma abordagem polêmica para combater furtos em suas lojas. Recentemente, a Havan começou a divulgar vídeos de pessoas suspeitas de furtar mercadorias em suas unidades. Esses vídeos, que mostram os rostos dos suspeitos em alta qualidade, têm gerado milhões de visualizações nas redes social.
Hang defende a prática, afirmando que a exposição pública dos suspeitos é uma forma de inibir futuros crimes. Ele declarou que “quem roubar na Havan vai ficar famoso” e que a única forma de inibir esses crimes é através da vergonha pública. No entanto, especialistas em direito alertam que essa prática pode ter implicações jurídicas, pois a exposição pública pode ser considerada vexatória e resultar em ações indenizatórias na Justiça.
A Havan afirma que, após a pandemia, houve um aumento significativo nos casos de furtos, mesmo com um sistema de monitoramento ativo 24 horas por dia e tecnologia avançada para identificação de suspeitos. A empresa tem acionado a Polícia Militar e registrado boletins de ocorrência, mas sem resultados satisfatórios, o que levou à decisão de expor os suspeitos nas redes sociais.
Essa prática tem gerado debates sobre a legalidade e a ética da exposição pública de suspeitos de crimes. Enquanto alguns defendem a medida como uma forma eficaz de dissuadir futuros crimes, outros argumentam que a exposição pública pode promover ações de milícias privadas e linchamentos físicos e virtuais.
A questão permanece controversa, e a Havan continua a divulgar os vídeos mensalmente, destacando os “amostradinhos do mês” em suas redes sociais. A prática levanta importantes questões sobre os limites da privacidade e os direitos dos indivíduos, mesmo quando suspeitos de crimes.
