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Em Rio Branco do Sul um caso estarrecedor rompeu a rotina pacata e expôs um horror que se escondia atrás de uma farda inexistente. Segundo a Polícia Civil, um homem se passava por policial militar para intimidar e controlar duas adolescentes — uma delas sua própria filha — obrigando-as a produzir vídeos e fotos de conteúdo sexual.
O disfarce de autoridade não era apenas um teatro perverso: era a ferramenta de um regime de medo. As investigações revelam que ele, com a ajuda da companheira e de outra mulher, impunha “metas diárias” de produção de material pornográfico, ameaçando expor as vítimas caso não obedecessem. Mensagens encontradas nos celulares apreendidos falavam em “acordo diário” e usavam termos como “mestre” e “oráculo” para reforçar um clima de seita e submissão.
As adolescentes, de 13 e 16 anos, viviam sob chantagem constante. Em pelo menos uma ocasião, a punição pelo “descumprimento” foi a divulgação de vídeos nas redes sociais. A mãe, ao perceber o terror que se instalara, procurou a delegacia e quebrou o silêncio — gesto que deu início à operação policial.
Duas mulheres foram presas preventivamente; o homem, apontado como mentor e executor das ameaças, segue foragido. A polícia agora busca identificar se o material era comercializado e se há outras vítimas.
O caso, além de chocar pela crueldade, expõe a vulnerabilidade de crianças e adolescentes diante de agressores que se escondem atrás de máscaras de poder. Em Rio Branco do Sul, a farsa de um falso PM revelou-se um pesadelo real — e a esperança é que a justiça, desta vez, seja mais forte que o medo.
