Brasília, 15 de dezembro de 2024 – Servidores dos Correios estão indignados após o confisco de quase todo o 13º salário. A decisão veio após o presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, reconhecer uma dívida da estatal com o Postalis, fundo de pensão dos funcionários, que ultrapassa os R$7,5 bilhões.
O processo estava correndo na Justiça, mas a assinatura do Contrato de Confissão de Dívida em fevereiro deste ano antecipou o pagamento da enorme dívida. O fundo de pensão foi utilizado em investimentos pelo Banco Mellon, mas só trouxe prejuízo.
A decisão impôs um desconto de 75% no 13º salário dos servidores dos Correios, ativos e inativos, participantes do Postalis BD. Muitos servidores ficaram pegos de surpresa, com alguns recebendo apenas R$90 no 13º salário.
A situação gerou grande revolta entre os servidores, que questionam a gestão e as decisões tomadas pelo presidente dos Correios e pelo Banco Mellon. Além disso, há suspeitas de conflito de interesse, já que o escritório Mollo & Silva, que defendeu o Postalis, teve Fabiano Silva dos Santos como sócio até 2022.
Os Correios negaram qualquer conflito de interesse e afirmaram que Fabiano não é mais sócio do escritório desde 2022. No entanto, a indignação entre os servidores continua alta, e eles estão buscando formas de reverter a decisão e garantir seus direitos.
