Sidney Oliveira, fundador e dono da Ultrafarma, foi preso em 12 de agosto de 2025, durante a Operação Ícaro, do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que investiga um esquema bilionário de corrupção envolvendo auditores fiscais da Secretaria da Fazenda. A operação apura fraudes no ressarcimento de créditos de ICMS, com propinas que ultrapassariam R$ 1 bilhão.
Oliveira foi acusado de participar do esquema, que facilitava a liberação irregular de créditos tributários para grandes empresas, como a Ultrafarma.Liberado no dia 15 de agosto, sob a condição de usar tornozeleira eletrônica e pagar uma fiança de R$ 25 milhões, Oliveira não quitou o valor estipulado. O MP-SP chegou a pedir sua nova prisão, mas, em 22 de agosto, a desembargadora Carla Rahal, do Tribunal de Justiça de São Paulo, concedeu habeas corpus, suspendendo a exigência da fiança por considerá-la desproporcional e sem base na capacidade financeira pessoal do empresário.
A decisão é liminar, e Oliveira responde ao processo em liberdade, com medidas cautelares como recolhimento noturno e proibição de contato com outros investigados.A defesa de Oliveira alega que ele não tem condições de pagar a fiança e nega envolvimento direto no esquema, afirmando que a Ultrafarma colabora com as investigações e que a inocência será comprovada.
