Quem percorre a localidade de Tacaniça dos Costas, em Rio Branco do Sul, depara-se com um cenário que mistura imponência e abandono.
O que deveria ser hoje uma das maiores geradoras de impostos e empregos da região é, na verdade, um monumento ao desperdício.
Entre os anos de 2006 e 2007, a construção de uma fábrica de cimento movimentou a economia local, aplainou terrenos e preparou a base para o que seria um salto industrial.
Quase duas décadas depois, o silêncio no local é interrompido apenas pelo som da ferrugem consumindo maquinários de grande porte.
A Esperança que Virou Sucata
Na época, o clima era de festa. A juventude de Rio Branco do Sul e arredores via na nova unidade a chance do primeiro emprego e da estabilidade financeira sem precisar deixar a cidade. O terreno estava pronto, as fundações feitas e a expectativa girava em torno da chegada dos equipamentos de forno e moinho, importados diretamente da China.
Entretanto, por motivos que até hoje permanecem por um motivo inexplicável O maquinário nunca foi montado. Hoje, as peças colossais, que custaram milhões de dólares, jazem ao relento, entregues ao tempo e ao mato que começa a retomar o espaço.
Impacto Social
Para muitos que hoje são adultos e esperavam trabalhar na fábrica da Tacaniça em 2006, o local é um símbolo de descaso. “A gente via aqueles caminhões chegando e achava que a cidade ia mudar. Hoje, ver aquilo tudo enferrujando.
Jovens da Tacaniça dos Costas, esperançosos, foram estudar no Colégio Manoel Borges de Macedo, no centro de Rio Branco do Sul, com a promessa de trabalhar na fábrica de cimento. Ficaram frustrados, ainda mais vendo o que o local se tornou agora: um pátio onde as sucatas corroídas pelo tempo.
