Empreender no Brasil é um verdadeiro teste de resistência que começa muito antes das portas se abrirem. A jornada é marcada por uma burocracia sem fim: o empresário já começa desembolsando cerca de mil reais para o contador iniciar o processo, que depende de uma análise minuciosa de viabilidade pela prefeitura sobre o local e os produtos. Após passar pela prefeitura e pela junta estadual, ainda há a espera pela liberação para emissão da nota fiscal na receita estadual, um processo que, somado às taxas e ao alvará, leva cerca de dois meses.
Enquanto os papéis não saem, o aluguel do ponto já está correndo sem que se fature um centavo. Somam-se a isso os gastos com reforma, iluminação, sistemas e a contratação de funcionários, que custam em média 4 mil reais mensais cada.
Além das contas básicas como IPTU, luz e internet, o empreendedor precisa investir em propaganda e encarar um estoque inicial que pode ficar parado.
A realidade é dura: nos primeiros seis meses, o negócio raramente cobre as próprias despesas. Para completar, o governo exige o INSS sobre o pró-labore e taxa, em média, 6% ou mais de todo o faturamento bruto, sem colocar um centavo no negócio, dificultando a vida de quem tenta gerar riqueza e emprego no país.
