O caso que abalou a comunidade católica de Cascavel, no oeste do Paraná, envolve o padre Genivaldo Oliveira dos Santos, de 41 anos, preso temporariamente no último domingo (24) durante a Operação Lobo em Pele de Cordeiro. A investigação da Polícia Civil aponta que os abusos teriam começado ainda em 2009, quando ele era seminarista, e se estenderiam por mais de uma década.
📍 Trajetória e atuação
– Ingressou na vida religiosa como seminarista no final dos anos 2000.
– Atuou como pároco em uma igreja de Cascavel até 14 de agosto de 2025, quando foi afastado após surgirem as primeiras evidências das denúncias.
– Além das funções religiosas, mantinha uma clínica onde oferecia terapias alternativas, alvo também de investigação por exercício ilegal da medicina.
⚠️ Acusações
– Abuso sexual de vulnerável: vítimas incluem adolescentes em situação de vulnerabilidade social e jovens ligados à igreja.
– Modus operandi: segundo a polícia, ele oferecia presentes, dinheiro, viagens e convites para dormir em sua casa, onde teriam ocorrido os abusos.
– Há relatos de uso de substâncias para dopar vítimas e de crimes cometidos enquanto elas estavam em estado de sonolência.
– Até agora, sete vítimas foram formalmente identificadas, mas o número pode aumentar.
🕰️ Linha do tempo dos principais relatos
– 2009/2010 – Tentativa de abuso contra outro seminarista, denunciada internamente à Arquidiocese, mas sem registro policial. Um documento de 2011 mostra que o então arcebispo de Cascavel, Dom Mauro Aparecido dos Santos (falecido em 2021), tinha conhecimento do caso.
– 2013/2014 – Já como padre, teria oferecido bebidas alcoólicas e presentes a acólitos, alguns menores de 14 anos, que dormiam em seu quarto.
– 2019– Jovem ex-usuário de drogas relata ter sido dopado e abusado durante acolhimento na casa paroquial.
– 2021 – Outro caso envolvendo um jovem de 23 anos que buscou ajuda para se livrar da dependência química.
🏛️ Repercussão e medidas
– A Arquidiocese de Cascavel afirma ter afastado o padre imediatamente após receber a denúncia formal e que colabora com as investigações.
– O inquérito deve ser concluído até meados de setembro, e o caso também será encaminhado ao Vaticano, podendo resultar na demissão do estado clerical.
– A defesa nega as acusações e afirma que vai provar a inocência do religioso.
Este caso reacende o debate sobre como a Igreja lida com denúncias internas e a importância de que suspeitas de crimes sexuais sejam imediatamente comunicadas às autoridades civis.
