Em 2005, durante o primeiro mandato de Lula, veio à tona o escândalo do Mensalão. O caso foi revelado pelo deputado Roberto Jefferson, que acusou o governo de pagar mensalidades de R$ 30 mil a deputados para aprovar projetos no Congresso. O dinheiro vinha de empresas públicas e contratos de publicidade, sendo desviado por pessoas como José Dirceu, ex-ministro do governo. O Supremo Tribunal Federal julgou o caso em 2012, condenando 25 pessoas, incluindo políticos do PT, por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro. Esse escândalo abalou a confiança no governo e quase levou ao impeachment de Lula.
Outro grande caso foi o Petrolão, descoberto durante a Operação Lava Jato, que investigou desvios na Petrobras entre 2004 e 2014, nos governos de Lula e Dilma Rousseff. Empreiteiras pagavam propinas a diretores da Petrobras e políticos em troca de contratos superfaturados. Segundo as investigações, bilhões de reais foram desviados, prejudicando a estatal. Lula foi acusado de envolvimento, mas negou saber do esquema. Muitos políticos e empresários foram presos, e a Lava Jato recuperou parte do dinheiro roubado, marcando o Petrolão como um dos maiores casos de corrupção do Brasil.
Recentemente, em 2025, o escândalo do INSS chocou o país. Investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União revelaram que associações e sindicatos descontavam dinheiro de aposentados e pensionistas sem autorização, totalizando R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. O esquema cresceu muito a partir de 2023, já no terceiro mandato de Lula, e envolveu até pessoas próximas ao governo, como o irmão de Lula, ligado a uma associação beneficiada. O caso levou à demissão do ministro da Previdência, Carlos Lupi, e gerou forte crítica da oposição, que pede investigações mais profundas.
