No coração do simpático bairro Alto do Prestes, em Rio Branco do Sul, resiste ao tempo um tesouro escondido: um bar que é mais do que um comércio — é um pedaço vivo da história da cidade. Há mais de 50 anos, ele continua firme em sua essência, feito de madeira bruta, com tábuas que nunca viram tinta.
É o último dos bares raiz, onde o tempo parece ter desacelerado.
Dona Angelina, figura querida e respeitada, comanda o local desde sempre. Ao lado de seu falecido marido, o saudoso Seu Vilson, ela construiu ali não apenas um armazém, mas um ponto de encontro.
Ainda hoje, ela atende no balcão de fórmica dos anos 70, com a mesma dedicação de décadas atrás.
A balança Cozzolino, as prateleiras simples de tábuas e o baleiro antigo dão um charme único ao lugar.
Os bancos são caixas de cerveja, onde os amigos se reúnem para tomar o tradicional “martelinho”.
É o único comércio que sobrevive no bairro e o pequeno armazém tem de tudo: de café a cortador de unha, de doces a cerveja gelada. A única forma de pagamento é dinheiro, nem pix, nem cartão, muito menos fiado.
Em tempos de modernidade, o bar da Dona Angelina é uma lembrança viva de que a simplicidade e o aconchego ainda têm seu espaço, e mais do que isso, seu valor. Um verdadeiro patrimônio de Rio Branco do Sul
