Há 30 anos, na localidade do Tigre, que na época pertencia a Rio Branco do Sul, morava um senhor sozinho em uma casa velha. Ele vivia tranquilo, até que uma noite de lua cheia tudo mudou. Enquanto dormia, algo entrou no seu quarto. Era uma velha, ninguém sabia de onde ela veio.
Ela era assustadora: zarolha, com um olho morto e o outro brilhando no escuro. A pele dela parecia estar apodrecendo, e dava para ver os ossos em alguns lugares. O cheiro era horrível, como de carne estragada.
O senhor acordou assustado e começou a lutar com a velha. Ela era forte e não parava de atacar. A luta durou a noite toda. A velha arranhava, batia e tentava derrubá-lo. Ele lutou com todas as forças, mas ela não cansava. O quarto virou um caos: a cama quebrou, o colchão rasgou, e tudo estava revirado. O senhor já não aguentava mais, até que, de tanto cansaço, ele desmaiou.
Quando o dia amanheceu, ele acordou todo machucado, com arranhões e dores pelo corpo. O quarto estava destruído, como se uma guerra tivesse acontecido ali. Ele rezou muito, pedindo para aquela velha nunca mais aparecer. Desde então, ele vive com medo. Todas as noites, tranca portas e janelas, e fica esperando o pior.
Até hoje, ninguém sabe quem era aquela velha ou de onde ela veio. Mas os moradores do Tigre contam que, em noites de lua cheia, ainda dá para sentir um cheiro estranho no ar. E todos têm medo de que a velha possa aparecer de novo, pronta para atacar quem estiver sozinho.
