Os trabalhadores da fábrica de cimento Votorantim, em Rio Branco do Sul, podem entrar em greve a partir do dia 21 de fevereiro. Eles estariam insatisfeitos com os salários, os benefícios e porque a empresa não teria pago ainda a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) este ano. O sindicato marcou uma reunião importante com a direção da empresa para o dia 18, mas, se não houver acordo, a greve pode ser decidida em uma assembleia no dia 21.
PLR reduzida e metas difíceis
Um dos maiores problemas dos funcionários é a possível redução da PLR, que antes podia chegar a quatro salários por ano. Segundo relatos, a empresa provavelmente pagará apenas um salário, e alguns setores, como o de logística, possivelmente não receberia nada. Os funcionários reclamam que as metas da empresa eram difíceis de alcançar por causa de bloqueios na estrada devido a obras, principalmente da duplicação da Rodovia dos Minérios e da avenida industrial. Eles acham injusto serem prejudicados por algo que não foi culpa deles.
Salário baixo e aumento pequeno
Os trabalhadores também querem um aumento salarial que cubra a inflação de 4,6% mais 2% de perdas que tiveram nos últimos anos. A empresa estaria oferecendo apenas o reajuste da inflação. Para quem ganha o piso de R$ 1.888, isso significa menos de R$ 40 a mais por mês de aumento. Os colaboradores consideram a proposta insuficiente, principalmente porque a Votorantim teve lucro de mais de R$ 1 bilhão, isto no terceiro trimestre de 2024, com um crescimento de 24% em relação ao mesmo período em 2023.
Cesta básica insuficiente
Outra reclamação é o valor da cesta básica que a empresa fornece. Atualmente, ela vale R$ 600, contudo os trabalhadores querem que aumente para R$ 700, já que os preços dos alimentos subiram muito. Eles acreditam que a companhia poderia ajudar mais, já que tem condições financeiras para isso, de acordo com o balanço anual.
Sindicato apoia os trabalhadores
O presidente do sindicato, Manoel Vaz de Oliveira, está lutando pelos direitos dos funcionários. Ele diz que a Votorantim está oferecendo propostas rasas. Muitos funcionários estariam deixando a empresa para trabalhar como terceirizados, onde, segundo relatos, ganham mais.
Decisão importante nos próximos dias
A reunião do dia 18 será decisiva. Se a empresa não melhorar as propostas, os trabalhadores podem decidir pela greve no dia 21. Eles estão unidos e dispostos a lutar por melhores condições de trabalho. A greve, se confirmada, pode parar a produção da fábrica, mas os funcionários esperam que a companhia entenda suas reivindicações e valorize quem trabalha lá.
